terça-feira, abril 08, 2008


Não posso deixar de partilhar este concerto imperdivel.
Pela primeira vez em Portugal, o pioneiro da música electrónica:
*
JEAN MICHEL JARRE
25 ABRIL - COLISEU LISBOA
27 ABRIL - COLISEU PORTO
21.30H
*
Já que estou neste registo aproveito também para sugerir :
*ANJA GARBAREK
19 ABRIL - CENTRO CULTURAL VILA FLOR GUIMARÃES - 22H
*PINA BAUSCH
2 A 9 MAIO - CCB E TEATRO SÃO LUIZ LISBOA
*CAT POWER
26 MAIO - COLISEU RECREIOS - 22H
28 MAIO - COLISEU PORTO - 22H
*COCOROSIE
26 MAIO - TEATRO ACADÉMICO GIL VICENTE COIMBRA - 21.30H
27 MAIO - THEATRO CIRCO BRAGA
*FEIST
10 JUNHO - COLISEU PORTO - 21H
11 JUNHO - AULA MAGNA - 21H
*KINGS OF CONVENIENCE
28 JUNHO - CASA DA MÚSICA - 21.30H
22 JULHO - CASA DA MÚSICA - 21.30H
*THIEVERY CORPORATION
*EMIR KUSTURICA & THE NO SMOKING ORCHESTRA
3 AGOSTO - FESTIVAL PAREDES DE COURA
*BJÖRK
7 AGOSTO - FESTIVAL SUDOESTE
*FURA DELS BAUS
7, 8, 9 E 10 AGOSTO - FESTIVAL SUDOESTE

segunda-feira, abril 07, 2008


Como sabes, e até deves ter protestado, em 2007, Guillermo Vargas Habacuc, um suposto artista animalesco colheu um cão abandonado na rua, atou-o a uma corda na parede de uma galeria de arte e ali o deixou morrer lentamente de fome e de sede.
Durante vários dias, tanto o autor de semelhante crueldade, como os visitantes da galeria de arte presenciaram impassiveis à agonia do pobre animal. Até que finalmente morreu, depois de ter passado por um doloroso, absurdo e incompreensivel calvário da besta chamada Homem. Se achares por bem empregue consulta os links e tira as tuas conclusões.
*
*
Parece-te forte?

Mas nao é tudo: a prestigiada Bienal Centroamericana de Arte decidiu que a selvageria cometida por esta Besta das artes, Guillermo Vargas Habacuc, fosse novamente convidado a repetir a sua cruel acção na dita Bienal em 2008, acto este que podemos impedir, colaborando com a nossa indignação, protesto e assinatura nesta petição:




(não tem que se pagar, nem registar) para enviar a petição contra o chamado 'artista' por tão cruel acto, por tão ínfima sensibilidade ao desfrutar em prazer com a dor alheia.




quarta-feira, março 26, 2008


UM ADEUS PORTUGUÊS
*
Nos teus olhos altamente perigosos
vigora ainda o mais rigoroso amor
a luz de ombros puros e a sombra
de uma angústia já purificada
*
Não tu não podias ficar presa comigo
à roda em que apodreço
apodrecemos
a esta pata ensanguentada que vacila
quase medita
e avança mugindo pelo túnel
de uma velha dor
*
Não podias ficar nesta cadeira
onde passo o dia burocrático
o dia-a-dia da miséria
que sobe aos olhos vem às mãos
aos sorrisos
ao amor mal soletrado
à estupidez ao desespero sem boca
ao medo perfilado
à alegria sonâmbula à vírgula maníaca
do modo funcionário de viver
*
Não podias ficar nesta cama comigo
em trânsito mortal até ao dia sórdido
canino
policial
até ao dia que não vem da promessa
puríssima da madrugada
mas da miséria de uma noite gerada
por um dia igual
*
Não podias ficar presa comigo
à pequena dor que cada um de nós
traz docemente pela mão
a esta pequena dor à portuguesa
tão mansa quase vegetal
*
Não tu não mereces esta cidade não mereces
esta roda de náusea em que giramos
até à idiotia
esta pequena morte
e o seu minucioso e porco ritual
esta nossa razão absurda de ser
*
Não tu és da cidade aventureira
da cidade onde o amor encontra as suas ruas
e o cemitério ardente
da sua morte
tu és da cidade onde vives por um fio
de puro acaso
onde morres ou vives não de asfixia
mas às mãos de uma aventura de um comércio puro
sem a moeda falsa do bem e do mal
*
Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti.
*
Alexandre O'Neill (1924-1986)


Por vezes os sentimentos dissipam-se na imensa existência do SER e nunca sabemos o que é realmente ou não. Eu perco-me e acho-me e perco-me e acho-me no pulsar compulsivo do bater do coração, imensas vezes, sem, no entanto, encontrar o seu átomo...

quarta-feira, março 19, 2008


Faleceu ontem (18-03-2008) o grande realizador Anthony Minghella, devido a uma hemorragia cerebral. Com esta perda o cinema mundial fica certamente mais pobre.O seu primeiro filme foi "Um Romance do Outro Mundo" ("Truly, madly, deeply") de 1991, em 1993 realizou "Um amor de verdade" ("Mr. Wonderful"), "O Paciente Inglês" ("The English Patient") de 1996 foi o seu filme mais aclamado, conseguindo 12 nomeações para os Óscares, conquistando 9 estatuetas. "O Talentoso Mr. Ripley" ("The Talented Mr. Ripley") seguiu-se-lhe em 1999, "Cold Mountain" em 2003, "Assalto e Intromissão" ("Breaking and Entering") em 2006 e "Michael Clayton" em 2007.
Tinha apenas 54 anos; quando se perde a vida tão cedo fica sempre a sensação de que tanto, ainda, havia por realizar... "O Paciente Inglês" e "O Talentoso Mr. Ripley" são, sem dúvida, dois dos meus filmes de eleição. É incrivel o quanto podemos sofrer a morte de alguém que apenas conhecemos porque é famosa, porque nos proporciona momentos de prazer com as suas obras, porque sabemos que não voltarão a fazê-lo, não voltaremos a esperar mais um filme, não voltaremos a dizer "Altamente, saíu um novo filme do Anthony Minghella!"...
Certamente não será esquecido por todos os amantes do cinema, do bom cinema...
Faleceu o 'artista', imortalizam-no as suas obras...

segunda-feira, março 17, 2008


Estava hoje a fazer o meu lanche, no intervalo do trabalho, quando passei os olhos por um jornal de distribuição gratuita, o "METRO"... Qual o meu espanto quando vejo o título "Lares recusam idosos com VIH"... http://www.readmetro.com/
Em pleno século XXI existe ainda discriminação a seropositivos???
Não há já informação suficiente acerca da doença???
De acordo com o Instituto Ricardo Jorge estão notificadas no nosso país 2411 pessoas seropositivas com mais de 55 anos. A evolução das terapêuticas trouxe um aumento da esperança de vida dos seropositivos, no entanto ainda existem pessoas, ao que parece, que não sabem como lidar com estes doentes..
É mais uma vergonha para o nosso país, a pobreza de espírito é sem duvida a maior de todas a pobrezas... Nestes lares inventam desculpas para não acolherem idosos seropositivos ou pedem quantias exorbitantes pois assim sabem que se livram do "problema".. A Liga Portuguesa Contra a Sida conhece vários casos de discriminação, que acredita serem ampliados com a falta de respostas dos serviços sociais. A Liga recorre várias vezes aos serviços da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, mesmo não sendo apologista da separação definida pela instituição nos finais da década de 80 (seropositivos vs não seropositivos). Hoje a Misericórdia mantem dois lares para doentes seropositivos com graves problemas socio-económicos. Estes lares da Casa da Misericórdia foram criados quando a discriminação era assumida, mas a Misericórdia tinha a esperança que esta medida se tornasse obsoleta à medida que a informação chegasse às pessoas. No entanto 19 anos volvidos, os comportamentos discriminatórios mantêm-se...
Como se não bastassem os danos causados pelo VIH/SIDA, a discriminação contra as pessoas relacionadas com o vírus está também a fazer algumas vítimas. O estigma deve-se à falta de informação a respeito dos conceitos de VIH/SIDA e da forma como o vírus é transmitido. O estigma é também causado pelos preconceitos que as pessoas têm acerca do VIH/SIDA: que estão relacionados com o sexo e com as drogas, e também com actividades tabú, como as relações sexuais pré-matrimoniais ou homossexuais, a prostituição e as drogas injectáveis. O estigma contra o VIH/SIDA produz discriminação. A discriminação é o tratamento injusto que recebem as pessoas relacionadas com o VIH/SIDA: os seropositivos, os seus parentes e amigos. Até mesmo as pessoas que não têm qualquer ligação real com a doença, mas que fazem parte de grupos habitualmente associados ao VIH/SIDA são alvo de estigmatização. O estigma e a discriminação provêm do medo e da incompreensão. Muitas vezes, o medo e a incompreensão fazem parte de uma cultura e consequentemente são considerados socialmente aceitáveis. O ESTIGMA E A DISCRIMINAÇÃO NÃO SÃO ACEITÁVEIS. Silenciam indivíduos e comunidades e levam a que as pessoas evitem fazer testes ou revelem o seu estado de seropositividade. Impedem que as pessoas façam perguntas importantes e obtenham boas respostas. Por causa disto, as pessoas não querem falar sobre sexo ou sobre o VIH/SIDA, o que significa que não estão a aprender como se devem proteger. Da mesma forma que continuam sem saber que as pessoas com VIH/SIDA não representam qualquer ameaça à sociedade. Discriminar é arruinar a vida dessas pessoas. SER LIVRE DE DISCRIMINAÇÃO É UM DIREITO HUMANO FUNDAMENTAL. Isto significa que nunca está certo magoar alguém porque é seropositivo; ou tirar-lhe dinheiro, o emprego ou a casa. O VIH/SIDA são problemas de saúde graves. O estigma e a discriminação tornam esta situação devastadora tanto a nível emocional como financeiro - para indivíduos e comunidades inteiras. Como combater a discriminação? Fala abertamente. Fala sobre sexo, fala sobre drogas, fala sobre o VIH/SIDA. Não é fácil, mas se te queres proteger, a ti e aos teus parceiros, e até mesmo à tua comunidade, é importante que fales deste assunto.


Para todos quantos continuam a discriminação a doentes seropositivos INFORMEM-SE




HOJE POR ELES AMANHÃ POR TI
Como os livros são para se partilhar, quero aqui partilhar com todos quantos gostam de literatura, filosofia, cinema...um livro muito bom de Juan Antonio Rivera "Lo que Sócrates diría a Woody Allen", o qual obteve em Espanha o Premio Espasa Ensaio 2005. Está já traduzido em português (podem encontrá-lo, por exemplo, nas Edições Tenacitas, Coimbra, traduzido por Ana Doolin).
Um ensaio precioso da filosofia espanhola.

À primeira vista parece um ensaio sobre os clássicos do cinema e também alguns mais contemporâneos, mas na realidade trata-se de um tratado de ética em torno das IDEIAS de sempre (amor, felicidade, azar, vontade, morte, medo, tédio...), para alem de uma mão cheia de categorias muito pouco manuseadas na História da Filosofia (o apetite fáustico, a tentação do Bem e do Mal, a formação do gosto moral...).

Estamos perante uma visão interessante da natureza humana, com a sua base de filosofia clássica, a sua dose de psicologia, de literatura, cinema e de teoria económica.


" "O que Sócrates diria a Woody Allen" é uma introdução simultaneamente profunda e amena a algumas das principais questões éticas de todos os tempos: o amor e a felicidade, o destino, a formação do sentido moral, a decisão e a falta de vontade, a tentação do perfeccionismo, o desespero, o pressentimento da morte, etc. Desfilam por estas páginas tanto os filósofos clássicos (Sócrates, Platão, Kant, Nietzsche, etc.) como outros mais actuais, que têm coisas muito interessantes para nos contar. A amenidade deste livro é assegurada pelo método adoptado, que exemplifica a reflexão filosófica a partir do cinema. Os exemplos são retirados de grandes filmes clássicos (Citizen Kane, Casablanca, A Lei do Silêncio), mas também de obras mais recentes (Matrix, Desafio Total, Truman Show). Esta combinação de imagens de filmes e pensamento filosófico ajuda a entender melhor a filosofia e a gostar mais do cinema."


Deixo-vos o índice para aguçar a curiosidade:

PRIMEIRA BOBINA

QUESTÕES PSICOLÓGICAS

1. O que não se pode conseguir pela força de vontade - I
'O coleccionador'

2. O que não se pode conseguir pela força de vontade - II
Woody Allen e a lenda intelectualista
'Hannah e as suas irmãs'

3. O que não se pode conseguir pela força de vontade - III
'Citizen Kane' ('o mundo a seus pés')

4. Fabricar fobias
'Laranja mecânica'

5. O tédio como fonte de maldade
'Calle mayor'

SEGUNDA BOBINA

QUESTÕES MORAIS

6. A formação do gosto moral - I
'The reckless moment'

7. A formação do gosto moral- II
'Há lodo no cais'

8. Não vale tudo
'Tudo bons rapazes'/'O triunfo da vontade'/'Stardust memories'

9. Como combater a falta de vontade
'The man with the golden arm'/'The lost weekend'

10. A tentação do Bem
'Dr. Estranho Amor'

11. Luz que agoniza
'Ikiru'/'Perigo iminente'

12. Outras vidas são possíveis
'Dois destinos'/'La vida en un hilo'

13. A árvore de decisão vital
'Dois destinos'/'Parque Jurássico'/'O efeito borboleta'/'It's a wonderful life'

14. Uma paisagem acidentada

15. Apetite Fáustico
'Desafio total'/'A rosa púrpura do Cairo'/'As sapatilhas vermelhas'

16. A preferência ética por viver num mundo real - I
'Matrix'/'Desafio total'

17. A preferência ética por viver num mundo real - II
'Truman show - a vida em directo'

18. As salas de cinema "Fausto"
"The end" um final quase Stendhaliano
'Casablanca'


sábado, março 15, 2008


Não sei porque escrevo..
Nunca..
Talvez nunca o explicarei/entenderei...
Eu própria..
A mim..
Para mim...
De mim...
HAHAHAHA...
Escrevo...
Apetece-me...
"Sinto(-o) em mim"...
Qual pequena iniciada aprendiz...
Sim, sem vírgulas ou concepções pré-concebidas...
HAHAHAHA...
Pré-concebidas é lindo...
Sim é lindo...
Como o LINDO...
Lindo conceito...Segismundo(a ti novamente=)
Novamente..
Advérbios de modo?!
Hum....
Como diria Mia Couto
E disse em relação
Quem sabe
Quem leu
A detergente
Me lembra deter gente
Ou... delicious....
Um simples F
torna o útil em Fútil
HAHAHAHA
Falando em novamente
Eu me lembro de nova mente
Mente quem não se lembra
De novo
Quando era criança
De novo jogava ao berlinde...
De novo jogava ao berlinde...
Repetidamente enquanto criança...
HAHAHAHA
Jogava ao berlinde...
Não não sei porque escrevo...
Não não tenho a idade dos porquês...
Escrevo e escrevo e escrevo...
Escrevo cem, por que me apetece...
Escrever sem regras limites centenas...
Apetece-me...
Apetece-me...
Apetece-me...
O quê?!
...

terça-feira, março 11, 2008


EM CRETA, COM O MINOTAURO
I
Nascido em Portugal, de pais portugueses,
e pai de brasileiros no Brasil,
serei talvez norte-americano quando lá estiver.
Coleccionarei nacionalidades como camisas se
despem,
se usam e se deitam fora, com todo o respeito
necessário à roupa que se veste e que prestou
serviço.
Eu sou eu mesmo a minha pátria. A pátria
de que escrevo é a língua em que por acaso de
gerações
nasci. E a do que faço e de que vivo é esta
raiva que tenho de pouca humanidade neste
mundo
quando não acredito em outro, e só outro
quereria que
este mesmo fosse. Mas, se um dia me esquecer
de tudo,
espero envelhecer
tomando café em Creta
com o Minotauro,
sob o olhar de deuses sem vergonha.
II
O Minotauro compreender-me-á.
Tem cornos, como os sábios e os inimigos da
vida.
É metade boi e metade homem, como todos os
homens.
Violava e devorava virgens, como todas as bestas.
Filho de Pasifaë, foi irmão de um verso de Racine,
que Valéry, o cretino, achava um dos mais belos
da "langue".
Irmão também de Ariadne, embrulharam-no num
novelo de que se lixou.
Teseu, o herói, e, como todos os gregos heróicos,
um filho da puta,
riu-lhe no focinho respeitável.
O Minotauro compreender-me-á, tomará café
comigo, enquanto
o sol serenamente desce sobre o mar, e as
sombras,
cheias de ninfas e de efebos desempregados,
se cerrarão dulcíssimas nas chávenas,
como o açúcar que mexeremos com o dedo sujo
de investigar as origens da vida.
III
É aí que eu quero reencontrar-me de ter deixado
a vida pelo mundo em pedaços repartida, como
dizia
aquele pobre diabo que o Minotauro não leu,
porque,
como toda a gente, não sabe português.
Também eu não sei grego, segundo as mais
seguras informações.
Conversaremos em volapuque, já
que nenhum de nós o sabe. O Minotauro
não falava grego, não era grego, viveu antes da
Grécia,
de toda esta merda douta que nos cobre há
séculos,
cagada pelos nossos escravos, ou por nós quando
somos
os escravos de outros. Ao café,
diremos um ao outro as nossas mágoas.
IV
Com pátrias nos compram e nos vendem, à falta
de pátrias que se vendam suficientemente caras
para haver vergonha
de não pertencer a elas. Nem eu, nem o
Minotauro,
teremos nenhuma pátria. Apenas o café,
aromático e bem forte, não da Arábia ou do Brasil,
da Fedecam, ou de Angola, ou parte alguma. Mas
café
contudo e que eu, com filial ternura,
verei escorrer-lhe do queixo de boi
até aos joelhos de homem que não sabe
de quem herdou, se do pai, se da mãe,
os cornos retorcidos que lhe ornam a
nobre fronte anterior a Atenas, e, quem sabe,
à Palestina, e outros lugares turísticos,
imensamente patrióticos.
V
Em Creta, com o Minotauro,
sem versos e sem vida,
sem pátrias e sem espírito,
sem nada, nem ninguém,
que não o dedo sujo,
hei-de tomar em paz o meu café.

Jorge de Sena (1919-1978)

segunda-feira, março 10, 2008

«A situação que se segue aconteceu num voo da British Airways, entre Joanesburgo (África do Sul) e Londres.
Uma mulher (branca), de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar em classe económica. E viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.
-'Algum problema,minha senhora?' - perguntou a comissária.
-'Não vê?' - respondeu a senhora -'Vocês colocaram-me ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Tem de me arranjar outro lugar.'
-'Por favor, acalme-se!' - disse a hospedeira -'Infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível'.
A comissária afasta-se e volta alguns minutos depois.
'- Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre em classe económica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo em classe económica. Temos apenas um lugar em primeira classe'.
E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:
'- Veja, não é comum que a nossa companhia permita que um passageiro da classe económica se sente na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável'.
E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:
'- Portanto, senhor, caso queira, por favor pegue na sua bagagem de mão, pois reservamos para si um lugar em primeira classe...'
Todos os passageiros que, estupefactos assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.»

" O QUE ME PREOCUPE NÃO É O GRITO DOS MAUS. É O SILÊNCIO DOS BONS."

Martin Luther King

domingo, março 09, 2008

*
*A TI... que me deste a conhecer esta GRANDE senhora*
*
COMO MADAME BOVARY
Letra: Jesusa Rodríguez y Liliana Felipe.
Música: Liliana Felipe
*
Como madame Bovary, todos tenemos un amante por ahí,
Como madame Butterfly, todos tenemos un suicidio en stand by
Como madame Pompadour, ya no queremos continuar en este tour
Como madame Recamier, nadie se acuerda del periódico de ayer
Esta ostentación grandilocuente
Napoleónica y mayúscula
No exige responsables y pagamos
Y pagamos y pagamos
Y no existe algún veneno para ratas
Que aprovechan su govierno
Para hacer los agujeros que pagamos y pagamos y pagamos….
Como madame Bovary, tenemos deudas con el FMI
Como madame Butterfly, te jode un gringo y no te dice ni good bye
Como madame Pompadour, tanta miseria nos dá un toque de glamour
Como madame Recamier, al mas payaso le decimos “canciller”.
Esta desmesura prepotente
Monolítica y nefasta
No merece comentarios pero el precio
Que pagamos es tan alto
Que la deuda, esta no nos la acabamos
Y pagamos y pagamos…
Y pagamos y pagamos...
Y pagamos
Esta desverguenza chabacana
Delirante, analfabeta, desquiciada, sanguinaria,
Maquiavélica, grotesca, perfumada y apestosa,
Antropófaga, violenta que aguantamos y aguantamos…
Y aguantamos y aguantamos y aguantamos…
Hasta que ya no aguantamos más
Y que se vayan a la puta madre que los recontramilreparió!!!
LAS HISTERICAS
Letra: María Teresa Priego y Jesusa Rodríguez
Música: Liliana Felipe
*
Las histéricas somos lo máximo!
Las histéricas somos lo máximo!
Extraviadas, voyeristas, seductoras, compulsivas
finas divas arrojadas al diván de Freud y de Lacan.
Ay! Segismundo, cuánta vanidad!
infantiloide y malsano el orgasmo clitoriano?
Ay! Segismundo, cuánta vaginalidad,
el orgasmo clitoriano se te escapa de la mano.
Ay! Segismundo de tan macho ya no encaja
no me digas que el placer es pura paja.
Por lo demás correspondo a tus teorías
estoy llena de manías, sueños, fobias y obsesiones,
sólo tu envidia del pene y el diván de tus eunucos
administra mis pulsiones compulsivas.
Cómo me duele este mundo,
Segismundo
la parálisis, la envidia, la neurosis nos gobierna
como me duelen los pobres, como jode la miseria,
ora si que lo de menos es la histeria.
...Las histéricas somos lo máximo!
...Las histéricas somos lo máximo!
Solidarias, fabulosas, planetarias, amorosas
super egos moderados, cunnilinguos para todas a placer
...Ay! Segismundo, cuánta vanidad!
infantiloide y malsano el orgasmo clitoriano?
...Ay! Segismundo, cuánta vaginalidad!
el orgasmo clitoriano se te escapa de la mano
...Ay! Segismundo de tan macho ya no se
si poner punto final, o ponerle punto G.
*
Liliana Felipe es una compositora, cantante, pianista, tanguera, jardinera y poeta, es Cordobesa, descendienta de los Comechingones."
"La música de Liliana Felipe es eminentemente teatral y cinematográfica. Sus canciones tienen la cualidad de ser irreverentes y profundas al mismo tiempo"
*
A NADIE
*
Que cosa es el amor,
medio pariente del dolor,
que a ti y a mí no nos tocó,
que no ha podido, ni ha querido, ni ha sabido
por eso no estás conmigo...
Porque no nos conocemos y tampoco nos queremos,
porque nunca te he mirado ni despiertas a mi lado,
porque no sé si te gustan como a mí las milanesas,
porque no sé dónde vives, ni con qué las aderezas,
porque puede que te falte entusiasmo antagonista,
porque puede que te sobre moralina y seas fadista.
Que cosa es el amor,
medio pariente del dolor,
que a ti y a mí no nos tocó,
que no ha podido, ni ha querido, ni ha sabido
por eso no estás conmigo...
Porque no nos conocimos y en el tiempo que perdimos
cada quien vivió su parte, pero cada quien aparte,
porque no puede apagarse lo que nuca se ha encendido,
porque no puede ser sano lo que nunca se ha podrido...
Porque nunca entenderías mis cansancios, mis manías,
porque a ti te dió lo mismo que cayera en el abismo,
este amor que despreciaste porque nunca me buscaste,
donde yo no hubiera estado, ni me hubiera enamorado...
Que cosa es el amor,
medio pariente del dolor,
que a ti y a mí no nos tocó,
que no ha podido, ni ha querido, ni ha sabido
por eso no estás conmigo,
por eso... no estoy contigo.